3ºTA
Alunas: Ana Paula Barbante - 09005 Bruna Miatelo - 09012
Érika Righi - 09018
Evelyn Pereira - 09019
Monique Minari - 09034
O estudo das células tronco
Quando uma das primeiras células do embrião sofre uma mitose e se divide, as duas células resultantes têm a mesma constituição genética e as mesmas características. A embriogênese progride com a contínua multiplicação de células, aumentando o número das mesmas e o tamanho do embrião. No interior do núcleo do zigoto, a célula mais primitiva, há uma bagagem gênica completa, que tem a capacidade de transmitir as informações necessárias para toda a vida do ser que será originado desta célula. Em um dado momento, em meio a esta série de divisões mitóticas, tem início um processo de diferenciação celular, que tem extrema importância, uma vez que permite que novas linhagens celulares passem a existir e iniciem a estruturação de um complexo organismo.
A descoberta da mitose assimétrica, ou seja, que não resulta na formação de duas células exatamente iguais, permitiu a idealização de uma célula que ao se dividir origina uma célula que se diferencia e outra que mantém as mesmas características da original. Isto permite, no organismo adulto, que haja um grupo de células que mantém características ancestrais, ou precursoras, ou tronco, sendo então chamadas de células tronco.
Este fato possibilita um processo reparatório muito bom, e pode ser de extrema importância, por exemplo, em reconstrução de órgãos perdidos, a partir da implantação de tais células em áreas a serem estimuladas a iniciar sua multiplicação.
Os cientistas trabalham com 2 tipos de células-tronco em seres humanos: embrionárias e adultas.
As células embrionárias são pluripotentes, ou seja, têm a capacidade de gerar qualquer outra célula (exceto a placenta). Nesta situação, a retirada das células é realizada em embriões com poucos dias de desenvolvimento (blastocisto), e requer, na maioria das vezes, o sacrifício do embrião, o que estabelece um grande dilema ético.
As células adultas são multipotentes, que podem dar origem a vários tipos de células, mas em número limitado. O uso de células tronco adultas é definido como a retirada de um grupo de células-tronco de determinada região do organismo de um paciente e seu aproveitamento no próprio indivíduo. A medula óssea do individuo adulto é uma região muito rica nessas células, e, por isso, freqüentemente usada como fonte de células-tronco transplantadas para o mesmo individuo. A retirada destas células pode ser retirada com uma punção do osso ilíaco e, em laboratório, as mesmas podem ser separadas por centrifugação e pipetagem.
O uso de células tronco é extremamente promissor, e várias áreas da Medicina, como Cardiologia, Neurologia, Ortopedia e Endocrinologia, estão em período experimental de aproveitamento das mesmas.
1) Vídeo "Células-tronco X Leucemia": http://www.youtube.com/watch?v=hKEftco9Me0&feature=related
2) Vídeo "Coleta de células-troco": http://www.youtube.com/watch?v=Uviblt95IQQ&feature=related
3) Reportagem "Danos do AVC X Células-tronco": http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/09/tratamento-de-avc-com-celulas-tronco-passa-por-1-fase-de-testes.html
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